Quais as origens do dia dos namorados?
Quando o Dia dos Namorados aparece no horizonte, muitas pessoas começam a pensar em amor. Você sabia que o Dia dos Namorados moderno, na verdade tem suas raízes em um antigo costume pagão? Vamos dar uma olhada em como o Dia dos Namorados evoluiu de um festival romano para o gigante do marketing que é hoje.
O festival do Dia dos Namorados pode ter evoluído de uma loteria do amor romana, realizada na época da Lupercalia, que era um festival em homenagem ao nascimento de Rômulo e Remo, fundadores da cidade.
Segundo a lenda, as mulheres jovens colocavam seus nomes em uma urna. Os homens elegíveis sorteavam um nome e o casal formava pares pelo resto do festival, e às vezes até mais.
O feriado foi reformulado quando o cristianismo se estabeleceu e foi renomeado para São Valentim.
Hoje em dia, temos essa data muito mais comercial do que realmente romântica. Mas não podemos negar que o romantismo, o interesse em estar em um relacionamento, conseguir um par para uma festa e coisas do tipo fica muito mais forte nessa época. Como um pagão lida com essas coisas?
Feitiços de amor? Amarração?
Na verdade, na wicca, isso não é muito bem visto. Magias de amarração, são vistas como uma forma de você obrigar alguém a sentir algo, ou ‘tomar uma decisão’ se utilizando de energias densas. Isso é o famoso “interferir no livre arbítrio de alguém”, e essas coisas não costumam terminar bem.
Por ser uma religião que visa muito o desenvolvimento de seus membros como partes do todo que é o universo, as experiências que passamos servem mais como aprendizado do que conseguimos perceber. Ao trabalharmos com magia, nos colocamos numa posição de responsabilidade para com o todo que fazemos parte. É dever do bruxo/sacerdote procurar manter em equilíbrio o corpo da Deusa (que é tudo o que existe). Logo, interferir no livre arbítrio de alguém, costuma gerar um karmazin (karma, que coloquei no diminutivo pra deixar fofinho, mas não costuma ser) nada agradável.
Se você acha, repetindo ACHA que ama tanto alguém a ponto de - sabendo que esse ato não vai trazer bons frutos - realizar um feitiço para prender alguém a você. Essa com certeza é uma área da sua vida que precisa de atenção.
E pra nos auxiliar com isso, trago as palavras da própria patrona do Amor: A Deusa Afrodite!
“Conhece-te a ti mesmo; ama-te a ti mesmo[...] para então amar alguém”.
Vamos começar compreendendo que amar a si mesmo não é egoísmo, na verdade é um ato de libertação! É só ver as representações e a personalidade nata de Afrodite: indomável como o mar, livre como as pombas. Sua nudez não é apenas para mostrar sua sensualidade, mas sua própria liberdade - a Deusa está despida de tudo o que é desnecessário a ela. - Ela sabe que o corpo é a nossa casa; o nosso templo sagrado. Ela mostra que precisamos encontrar nossa própria beleza, de corpo e de alma, pois todos nós somos belos de alguma forma.
Quando eu paro pra pensar que o espelho é um de seus símbolos e instrumentos mais importante, reafirma que, para ter as bênçãos de Afrodite na nossa vida amorosa é preciso olhar pra si mesmo e se amar. Cada detalhe que ele (o espelho) mostra. E se você vê alguma coisa que não te agrada, mude! A transformação é magia! – Claro que aqui já entramos em outra conversa.
O Que quero trazer com esse papo, é que nossa vida amorosa não deve ser influenciada por uma data comercial ou pela a sociedade ao nosso redor. Quando você estiver vivendo o amor consigo e com a realidade ao seu redor de forma saudável, o seu par saudável (não par perfeito rsr) vai surgir de forma impactante em sua vida. Se hoje, no “dia dos namorados” você não está com um parceiro(a), simples, namore a si mesmo!
E que isso seja tão forte na vida do bruxo e da bruxa (se amar) que ter um relacionamento se torne uma opção, não uma necessidade!
Bênção da Senhora das Rosas!
Damon Aiden
Sacerdote do Clã De Arianrhod

